BAS 2026 em Belém reúne mais de 130 startups e debate soluções para a bioeconomia na Amazônia

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Além das startups, evento contará com a participação de grandes instituições financeiras e especialistas em bioeconomia, debatendo o futuro do setor no Brasil e no mundo.

Belém abre suas portas, nesta terça-feira, 12, para a terceira edição do Bioeconomy Amazon Summit (BAS), evento que debate bioeconomia no Brasil e no mundo.


Amazônia no Centro da Agenda Climática Global: O Legado e as Oportunidades do Bioeconomy Amazon Summit (BAS)

A Amazônia consolida cada vez mais sua posição como o principal polo mundial de discussões e soluções para a crise climática. Como um desdobramento natural e continuidade do legado deixado pela COP-30 em Belém, o Bioeconomy Amazon Summit (BAS) surge para fortalecer ainda mais esse movimento, promovendo um diálogo global centrado no valor da floresta em pé.

Com o tema “Convergir para Inovar”, a edição deste ano reúne mais de 130 startups e 60 instituições internacionais. O objetivo principal é acelerar negócios regenerativos que conectam o enorme potencial econômico da região à tecnologia de ponta e ao desenvolvimento sustentável.

Onde a Ciência Encontra a Ancestralidade

O diferencial do BAS está na sua capacidade de integrar diferentes frentes do conhecimento. A inovação para o clima não depende apenas de tecnologia avançada, mas também da união entre a ciência acadêmica e os saberes tradicionais das lideranças indígenas e quilombolas.

Essa sinergia coloca a Amazônia não apenas como um repositório de recursos naturais, mas como a principal matriz de inteligência em bioeconomia do mundo — um verdadeiro sujeito político que une clima, cultura, tecnologia e justiça social.

Financiamento Misto e Cadeias Produtivas Sustentáveis

Com uma expectativa de público de 1,5 mil pessoas por dia, o evento reúne representantes de grandes instituições financeiras globais e nacionais — como BNDES, BID, Banco Mundial e IFC. Os debates prioritários concentram-se em:

  • Modelos de Financiamento Misto (Blended Finance): Viabilização de capitais para impulsionar negócios socioambientais na região.
  • Cadeias Produtivas Sustentáveis: Fortalecimento dos arranjos locais e valorização dos produtos da sociobiodiversidade.
  • Reflorestamento e Inovação Territorial: Estratégias práticas para regeneração de áreas degradadas e desenvolvimento regional.

Conectando a Região ao Futuro

Realizado em pontos emblemáticos da capital paraense — como o Parque da Bioeconomia (Porto Futuro 2) e a Estação das Docas —, o BAS reforça que o futuro da economia global passa, obrigatoriamente, pelas soluções que nascem do território amazônico.

Iniciativas como essa mostram que integrar logística, tecnologia e respeito às comunidades locais é o caminho definitivo para transformar o potencial da nossa região em impacto real e sustentável.

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