Além das startups, evento contará com a participação de grandes instituições financeiras e especialistas em bioeconomia, debatendo o futuro do setor no Brasil e no mundo.
Belém abre suas portas, nesta terça-feira, 12, para a terceira edição do Bioeconomy Amazon Summit (BAS), evento que debate bioeconomia no Brasil e no mundo.
Amazônia no Centro da Agenda Climática Global: O Legado e as Oportunidades do Bioeconomy Amazon Summit (BAS)
A Amazônia consolida cada vez mais sua posição como o principal polo mundial de discussões e soluções para a crise climática. Como um desdobramento natural e continuidade do legado deixado pela COP-30 em Belém, o Bioeconomy Amazon Summit (BAS) surge para fortalecer ainda mais esse movimento, promovendo um diálogo global centrado no valor da floresta em pé.
Com o tema “Convergir para Inovar”, a edição deste ano reúne mais de 130 startups e 60 instituições internacionais. O objetivo principal é acelerar negócios regenerativos que conectam o enorme potencial econômico da região à tecnologia de ponta e ao desenvolvimento sustentável.
Onde a Ciência Encontra a Ancestralidade
O diferencial do BAS está na sua capacidade de integrar diferentes frentes do conhecimento. A inovação para o clima não depende apenas de tecnologia avançada, mas também da união entre a ciência acadêmica e os saberes tradicionais das lideranças indígenas e quilombolas.
Essa sinergia coloca a Amazônia não apenas como um repositório de recursos naturais, mas como a principal matriz de inteligência em bioeconomia do mundo — um verdadeiro sujeito político que une clima, cultura, tecnologia e justiça social.
Financiamento Misto e Cadeias Produtivas Sustentáveis
Com uma expectativa de público de 1,5 mil pessoas por dia, o evento reúne representantes de grandes instituições financeiras globais e nacionais — como BNDES, BID, Banco Mundial e IFC. Os debates prioritários concentram-se em:
- Modelos de Financiamento Misto (Blended Finance): Viabilização de capitais para impulsionar negócios socioambientais na região.
- Cadeias Produtivas Sustentáveis: Fortalecimento dos arranjos locais e valorização dos produtos da sociobiodiversidade.
- Reflorestamento e Inovação Territorial: Estratégias práticas para regeneração de áreas degradadas e desenvolvimento regional.
Conectando a Região ao Futuro
Realizado em pontos emblemáticos da capital paraense — como o Parque da Bioeconomia (Porto Futuro 2) e a Estação das Docas —, o BAS reforça que o futuro da economia global passa, obrigatoriamente, pelas soluções que nascem do território amazônico.
Iniciativas como essa mostram que integrar logística, tecnologia e respeito às comunidades locais é o caminho definitivo para transformar o potencial da nossa região em impacto real e sustentável.